Ano de Lançamento: 1966
Direção: François Truffaut

Como se poderia esperar, tal
ideologia futurista (que penso ser atual) é uma idea refutada por algumas pessoas,
admiradoras do livro e do conhecimento, pessoas que são capazes de sofrer
verdadeiros sufrágios e, ainda, perder a vida, em amor a seus livros. Vale
mencionar, com isso, que ter um livro, nessa sociedade homogênea, é um crime passível
de prisão e destruição dos bens.
A história de Fahrenheit 451
passa-se no batalhão de bombeiros, mais especificamente, com Montag, um
bombeiro que está prestes a receber uma promoção e subir na hierarquia do
batalhão. Respeitado, verdadeiro crente na ideologia do conhecimento homogêneo,
Montag é um carrasco impassível daqueles que possuem livros em suas casas.
Agressivo em sua missão, Montag invade inúmeras casas e é quem mais queima
livros do batalhão. No entanto, em um dia comum, Montag encontra uma professora
no trem que sempre pega para a sua casa, o que vai marcar profundamente seu
modo de ver o livro e os conteúdos existentes nele. A professora o indaga e
busca as motivações das crenças de Montag, indagações que mexem com a forma de
pensar de Montag; Outro fato que o impulsiona suas indagações, é quando Montag
presencia uma mulher que desiste da vida e prefere ser queimada com os livros
do que viver em um mundo sem livro, isso mexe ainda mais com o bombeiro. Esses
e outros exemplos levam Montag a um refletir e escolher seguir essas pessoas
que acreditam tanto num ideal.
Truffaut, como sempre, é sutil, é
romântico, gosta de atuar com belas mulheres e está sempre levando seu
telespectador-leitor a indagar-se sobre a realidade. No filme, o diretor abusa
dos efeitos (avançadíssimos para época) e na produção, fazendo um filme
futurista e bastante interessante. Geniais as cenas do futuro criadas no filme,
de fato, o diretor parece prever o hoje, sobretudo das televisões interativas;
o diretor só não conseguiu prever o desenvolvimento do telefone, embora essa
seja uma falta lógica, naquele contexto.
